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Antigo 13-05-2009, 12:22   #1
lude
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Padrão Como funciona o motor? Inclui animações 3D e motores vistos em corte

INTRODUÇÃO

Alguma vez abristes o capot do carro e tentaste imaginar o que acontece lá dentro?

Vejamos por exemplo a constituição do V10 da BMW (507 cv @ 7750rpm ; 520Nm @ 6100rpm)







Pode ser só curiosidade, ou talvez queiras comprar um carro e tenhas ouvido algo como "3.0 V6", "dupla árvore de cames" ou "injeção multiponto". Mas, que tecnologias e componentes são esses?

Se fizeste essa pergunta não pares de ler este artigo. Vamos ver inicialmente o conceito básico de um motor e depois aprofundar este assunto.

A função do motor de um carro a gasolina é transformar em movimento o combustível.
O modo mais fácil de criar movimento a partir da gasolina é queimá-la dentro do motor.
Portanto, o motor de carro é um motor de combustão interna - combustão que ocorre internamente.

Duas observações:
* há vários tipos de motores de combustão interna, também chamados de motores de explosão.
* também existem motores de combustão externa. O motor a vapor de comboios antigos e navios a vapor é o melhor exemplo de motor de combustão externa. O combustível (carvão, madeira, óleo ou outro) é queimado fora do motor para produzir vapor, e este gera movimento dentro do motor. A combustão interna é muito mais eficiente (gasta menos combustível por quilómetro) do que a combustão externa, e o motor de combustão interna é bem menor que um motor equivalente de combustão externa. Isso explica por que não existem carros com motores a vapor.

Quase todos os carros actuais usam motor de combustão interna a pistão porque esse motor é:
* relativamente eficiente (comparado com um motor de combustão externa)
* relativamente barato (comparado com uma turbina a gás)
* relativamente fácil de abastecer (comparado com um carro eléctrico)

Essas vantagens superam qualquer outra tecnologia actual.

Para compreender o funcionamento básico de um motor de combustão interna a pistão é útil ter uma imagem de como funciona a "combustão interna". Um bom exemplo é um antigo canhão de guerra. Provavelmente já viste em algum filme histórico de guerra soldados a carregarem um canhão com pólvora, a colocarem uma bala e depois a acenderem o rastilho. Isso é combustão interna - mas o que isso tem a ver com motores?

Um exemplo mais prático e melhor: digamos que pegas num pedaço comprido de tubo de esgoto, de PVC, +/- com 7,5 cm de diâmetro e uns 90 cm de comprimento e fecha uma das extremidades. Então, deitas um pouco de WD-40 dentro do tubo, ou uma gotinha de gasolina e em seguida empurras uma batata para dentro do cano. Assim:



Eu não estou a recomendar fazer isto! Mas digamos que...... fizeste..... Esse dispositivo é conhecido como canhão de batata. Com uma centelha é possível inflamar o combustível.

O interessante aqui, e a razão para falar de um dispositivo como este, é que um canhão de batata pode arremessar uma batata a cerca de 150 metros de distância! Um pingo de gasolina armazena um bocado de energia.

Combustão interna
O canhão de batata usa o princípio básico de qualquer motor de combustão interna convencional (motor a pistão). Pôr uma pequena quantidade de combustível de alta energia (como a gasolina) num reduzido espaço fechado e gerar uma chama libertando uma quantidade inacreditável de energia, na forma de gás em expansão. Essa energia pode ser usada para fazer uma batata voar 150 metros. Nesse caso, a energia é transformada em movimento da batata. Isso também pode ser usado para fins mais interessantes. Por exemplo, ao se criar um ciclo que permita provocar centenas de explosões por minuto e torne possível empregar essa energia de forma útil estará feita a base de um motor de carro!



Quase todos os carros actuais usam o que é chamado de ciclo de combustão de 4 tempos para converter a gasolina em movimento. Ele também é conhecido como ciclo Otto, em homenagem a Nikolaus Otto, que o inventou em 1867. Os 4 tempos estão ilustrados na Figura 1. Eles são
* Admissão
* Compressão
* Combustão
* Escapamento

Animação de funcionamento de um motor:MOTOR
Legenda da animação anterior:

Triangulo branco é a altura em que se dá a ignição (faísca da vela)
Ponto preto é o ponto morto do motor

Como são os tempos

Na figura podemos ver que a peça chamada pistão substitui a batata no canhão de batata. O pistão está ligado a um veio (cambota) por uma biela. Conforme gira, a cambota "arma o canhão." Eis o que acontece à medida que o motor passa por esse ciclo:

1. A válvula de admissão abre-se enquanto o pistão se move para baixo, levando o cilindro a aspirar e a encher-se de ar e combustível. Essa fase é a admissão. Somente uma pequena gota de gasolina precisa ser misturada ao ar para que funcione. (Parte 1 da figura)
2. O pistão volta para comprimir a mistura ar-combustível. É a compressão, que torna a explosão mais potente. (Parte 2 da figura)
3. Quando o pistão atinge o topo do seu curso, a vela de ignição solta uma faisca para inflamar a gasolina. A gasolina no cilindro entra em combustão, aumentando rapidamente de volume e empurrando o pistão para baixo. (Parte 3 da figura)
4. Assim que o pistão atinge a parte de baixo do seu curso, a válvula de escape abre e os gases queimados deixam o cilindro através do tubo existente para esse fim (linha de escape). (Parte 4 da figura)

Agora o motor está pronto para o próximo ciclo, aspirando novamente ar e combustível.

Observa que o movimento que resulta de um motor de combustão interna é rotativo, embora os pistões se movam de forma linear, da mesma forma que o canhão de batata. Num motor o movimento linear dos pistões é convertido em movimento rotativo pela cambota. É esse movimento rotativo que permite fazer as rodas dos carros girarem.

Vamos ver agora todas as partes que trabalham juntas para fazer isso acontecer.



Cilindros e outras peças do motor

O coração do motor é o cilindro, dentro do qual um pistão move-se para cima e para baixo. O motor descrito acima tem apenas um cilindro, típico de cortadores de relva e de motociclos de pequeno porte, mas a maioria dos carros tem mais que um cilindro (geralmente quatro ou seis). Num motor com vários cilindros, eles são dispostos de diversas maneiras. As principais configurações são em linha, em V ou plano (conhecido também como horizontal oposto ou boxer), como mostram as figuras abaixo.


Figura 2. Em linha - Os cilindros são alinhados numa única bancada

Este motor é o mais comum. O seu nome vem do fato dos cilindros estarem alinhados, posicionados um ao lado do outro, como uma fila. A sua estrutura simplória torna-o mais barato, permitindo a sua utilização em todos os tipos de automóveis. Podendo ser de dois ou mais cilindros (a BMW ficou famosa pelos seus motores de 6 cilindros em linha). Porém, a busca por mais potência e melhor desempenho tornaram esse tipo de motor algo limitado. Imagine o comprimento de um motor com 12 cilindros...


Figura 3. Em V - Os cilindros são dispostos em duas bancadas, formando um ângulo entre si

A busca por mais potência e sobretudo menor espaço levou aos famosos motores em V. Assim como o motor em linha, o nome do motor em V deriva do posicionamento de seus cilindros, ou seja, duas fileiras de cilindros ligadas à cambota, formando um “V” no bloco do motor. Essa disposição possibilitou a produção de motores mais curtos e potentes.
Dando um exemplo simples, um motor 8 cilindros de 5.0 l se fosse em linha seria bastante comprido. No caso do motor ser em V, o seu comprimento seria reduzido consideravelmente, podendo ter uma cambota mais curta e mais rígida, o que permite ao motor trabalhar mais suavemente a elevados regime de rotação. Como esse motor é mais complexo que o espartano motor em linha, também é mais caro e seu uso é mais propício em carros que buscam uma performance mais desportiva. O seu som é diferenciado em função dos números de cilindros, mas todos parecem música aos ouvidos dos amantes de automóveis.
Estes motores podem ter diversos tipos de inclinação que é definida pelo grau de abertura do “V”. Os menores como é o caso, do V6 do Golf VR6, chegam a ter apenas 15 graus de inclinação. Nesse caso, os cilindros estão tão próximos uns dos outros, que formam uma espécie de“zigue-zague”, e usam uma única cabeça.



Figura 4. Boxer - Os cilindros são dispostos em duas bancadas, em lados opostos do motor

Esse tipo e motor é utilizado por exemplo no famoso Volkswagen Carocha e no famoso VW Pão-de-forma (kombi). Mas, este grau de parentesco com esses carros mais antigos e de fracas performances, não significa que é um tipo de motor fraco! Afinal de contas também utilizado em Porsches e Subarus, ambas marcas famosas pelo alto desempenho dos seus veículos. Trata-se de um propulsor de cilindros horizontais opostos, que permite um outro tipo de configuração e disposição. O Boxer é um motor mais baixo e largo que o motor em linha, podendo ser utilizados em cofres (habitáculo do motor) mais baixos que o comum. Alguns desses motores eram refrigerados a ar e possuíam um som mais metálico do que o de um motor convencional.



Figura 5. Em W - Os cilindros são dispostos em quatro bancadas, formando dois ângulos entre si

Este tipo de arquitetura é a mais recente. A sua conceção só foi possível com o desenvolvimento dos motores em V de pouca inclinação e cabeça do motor única. O motor em W é a junção de dois motores em V com essas características. Este tipod e motor só existe em máquinas de alta performance e o seu custo é bastante elevado, pelo que só o encontramos em veículos e superdesportivos, muito potentes. Apesar de apresentarem uma elevada capacidade cúbica, os motores em W, são relativamente compactos.


Figura 6. Rotativo - Este motor é tão diferente do habitual que não possui cilindros


Este tipo de motor também é conhecido por motor Wankel, e é o mais diferente de todos os motores a combustão. Aliás, pode ser considerado um capítulo completamente à parte! Em 1951, Felix Wankel realizou contactos com engenheiros da NSU a fim de estudar problemas de vedação em espaços irregulares, acabou por descobrir a possibilidade do motor rotativo.Como o próprio nome indica, faz movimentos rotativos e não como os outros motores que os cilindros vão para frente e para trás ou para cima e para baixo.

Assim como os motores a quatro tempos, ele possui as quatro fases normais de um motor convencional (admissão, compressão, expansão e expulsão), mas como o pistão tem formato triangular e a sua cambota é substituído por um rotor, ocorrem ao mesmo tempo três dessas fases.

Este tipo de motor tem um ruído característico, mais agudo, e mesmo com baixas cilindrada, pode gerar muita potência e binário. Um exemplo atual é o Mazda RX8 que, com apenas 1300cc, pode gerar 231 cv de potência, o que é um valor extremamente elevado para um motor aspirado (que não possui turbo ou compressor).
Porém, este tipo de motor não tem uma curva de potência muito elástica e para não ter problemas de vedação o fabricante tem que ter um altíssimo rigor nas especificações do projeto e uma tolerância mínima na sua produção.
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Última edição por lude; 05-05-2013 às 14:50.
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Antigo 13-05-2009, 12:24   #2
lude
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Há vantagens e desvantagens de cada configuração de motor em termos de suavidade, custo de fabrico e características directamente ligadas à sua forma. Essas vantagens e desvantagens tornam cada um mais apropriado a certos tipos de veículo.

Tamanho do motor (cilindrada ou deslocamento volumétrico)

Desde os primórdios dos motores, convencionou-se classificá-los em tamanho por meio da cilindrada ou deslocamento volumétrico. Por se tratar de volume, ele é medido em litros ou cm³ (centímetros cúbicos, 1.000 centímetros cúbicos - ou 1.000 cm³ - equivalem a um litro).

Vejamos alguns exemplos:
* uma motosserra pode ter um motor de 40 cm³;
* um motociclo pode ter um motor de 500 cm³ ou de 750 cm³;
* um carro desportivo pode ter um motor de 5 litros (5.000 cm³).

A maioria dos motores dos carros comuns tem entre 1,0 litro (1.000 cm³) e 2 litros (2.000 cm³)

A cilindrada é obtida por um simples cálculo. Pega-se na área correspondente ao diâmetro do cilindro (Pi x diâmetro elevado ao quadrado e dividido por 4) e multiplica-se pelo curso do pistão. Deve-se ter o cuidado de considerar sempre centímetros e não milímetros, pois queremos centímetros cúbicos. Uma vez que se tenha a cilindrada de um cilindro, é só multiplicar o resultado pelo número de cilindros para obter a cilindrada do motor.

Se tiveres um motor de 4 cilindros e cada cilindro comportar meio litro, o motor inteiro é um "motor de 2 litros" - também se diz motor 2.0. Se cada cilindro tem capacidade de meio litro e há seis cilindros dispostos em V, tens um "V6 de 3 litros", ou V6 3.0.

Geralmente a cilindrada dá ideia da potência que o motor pode produzir. Um cilindro que desloca meio litro pode comportar o dobro da mistura ar-combustível que um cilindro que desloca 1/4 de litro - pode-se esperar o dobro de potência no cilindro maior (caso todos os outros parâmetros sejam iguais). Um motor de 2 litros tem, em termos gerais, a metade da potência de um motor de 4 litros.

Para ampliar a cilindrada dum motor aumenta-se o número de cilindros ou o seu tamanho (ou as duas coisas). Outra maneira, junto com as providências acima ou não, é aumentar o curso dos pistões.

Outras partes de um motor



Motor de combustão interna

Vela de ignição
A vela de ignição fornece a faisca que provoca a ignição da mistura ar-combustível, para que ocorra a combustão. A faísca precisa ocorrer no momento exacto para que as coisas funcionem bem.

Válvulas
As válvulas de admissão e de escape abrem no momento certo e deixam respectivamente entrar o ar e o combustível e sair os gases queimados. Observa que ambas as válvulas são fechadas durante a compressão e a combustão, mantendo vedada a câmara de combustão.

Pistão
O pistão é uma peça metálica cilíndrica, de liga de alumínio, que se move dentro do cilindro.

Segmentos
Os segmentos são uma vedação deslizante entre a borda externa do pistão e a parede interna do cilindro. Os segmentos servem para:
* impedir que a mistura ar-combustível e os gases de escape vazem da câmara de combustão para dentro do cárter de óleo durante a compressão e a combustão, respectivamente;
* impedir que o óleo do cárter passe para dentro da zona de combustão, onde seria queimado e desperdiçado.

Na maioria dos carros que "queimam óleo" (e precisam ter seu nível acertado - por exemplo a cada 1.000 km) o óleo queima porque o motor tem um desgaste acentuado e os segmentos não vedam completamente.

Biela
É uma haste que liga o pistão à cambota. As duas pontas da biela podem girar, permitindo a mudança de ângulo à medida que o pistão se move e a cambota gira.

Cambota
A cambota transforma o movimento rectilíneo do pistão num movimento circular.

Cárter
O cárter envolve a cambota e também age como reservatório de óleo, que fica armazenado no seu fundo.

O que pode dar errado?
Ao sair certa manhã, o motor "gira", mas não pega... O que será o problema? Agora que sabemos como funciona um motor, é possível compreender o que pode impedi-lo de funcionar. Podem acontecer três problemas fundamentais: mistura inadequada de ar e combustível, falta de faísca ou falta de compressão. Outros pequenos problemas podem ocorrer, mas os citados acima são os "Três Grandes". Com base no motor simples, veja aqui um levantamento rápido de como esses problemas afectam o motor:

Mistura inadequada - uma mistura inadequada ar-combustível pode ocorrer de várias maneiras:
* a gasolina acabou e o motor recebe ar, mas não combustível;
* a entrada de ar pode estar entupida, de modo que há combustível, porém não entra ar suficiente;
* o sistema de combustível pode estar a fornecer combustível a mais ou a menos à mistura, significando que a combustão não poderá ocorrer de forma apropriada;
* pode haver impurezas no combustível (como água no depósito de combustível) fazendo com que não seja possível a sua queima.

Falta de faísca- a faísca pode não ocorrer ou ser fraca por diversas razões:
* se a vela de ignição ou o fio que chega à vela estiverem gastos, a faísca será fraca;
* se o cabo estiver cortado ou n existir - ou se o sistema que manda a corrente de alta tensão pelo cabo não estiver a funcionar corretamente - não haverá faísca;
* se a faísca ocorre muito cedo ou muito tarde no ciclo (ou seja, se o ponto de ignição estiver muito fora do padrão), o combustível não sofrerá ignição no tempo certo e isso poderá causar vários tipos de problemas.

Mas, podem acontecer muitos outros problemas. Por exemplo:
* se a bateria estiver descarregada, o motor de arranque não poderá girar o motor para fazê-lo funcionar;
* se os mancais que permitem que a cambota gire livremente estiverem presos, ela não irá girar, impedindo o funcionamento do motor;
* se as válvulas não abrirem e fecharem no momento correto ou simplesmente não abrirem, o ar não poderá entrar ou os gases de escape não poderão sair - e o motor não funcionará;
* se alguém enfiar uma batata na ponta do cano de escape, os gases não poderão sair dos cilindros e o motor não funcionará;
* se o óleo acabar e o motor estiver a travar, os pistões não se poderão mover livremente, impedindo o funcionamento do motor.

Falta de compressão - se a carga de ar e combustível não puder ser comprimida de maneira apropriada, o processo de combustão não acontecerá correctamente. A falta de compressão pode ocorrer pelas seguintes razões:
* os segmentos estão gastos (permitindo que a mistura ar-combustível vaze pelos lados do pistão durante a compressão);
* as válvulas de admissão ou de escape não estão vedando correctamente, permitindo o vazamento durante a compressão;
* há um grande vazamento num ou mais cilindros.

O vazamento mais comum num cilindro ocorre na parte acima do bloco do motor (onde ficam as válvulas e as velas de ignição, e às vezes o comando de válvulas, também conhecida como colassa) prende-se ao bloco. Geralmente, o bloco e a colassa são mantidos juntos com uma junta fina entre eles para assegurar uma boa vedação. Se a junta se rompe, desenvolvem-se pequenas fugas entre bloco e colassa.

Num motor que funcione correctamente, todos estes factores estão dentro da tolerância. Como podes ver, um motor tem inúmeros sistemas que o ajudam a cumprir seu papel de converter combustível em movimento. A maioria desses subsistemas pode ser implementado usando tecnologias diferentes e melhores para aumentar o desempenho do motor.
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Antigo 13-05-2009, 12:24   #3
lude
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Válvulas e outros sistemas
O sistema de válvulas é constituído pelas válvulas e por um mecanismo para abri-las e permitir que fechem, chamado de árvore de cames. Ela tem ressaltos (perfis geralmente ovalados) que movem as válvulas, abrindo-as. As molas das válvulas têm a função de fechá-las, como mostra a Figura 5.


Figura 5. O comando de válvulas

A maioria dos motores modernos tem o que se chama de comando de válvulas na colassa. Isso significa que o comando de válvulas está localizado nessa parte do motor, geralmente acima das válvulas, como se vê na Figura 5. Os ressaltos na árvore actuam sobre as válvulas directamente (na verdade há uma peça chamada tuche entre o ressalto e as valvulas) ou indirectamente por meio de uma alavanca curta (motores mais antigos têm o comando de válvulas localizado no bloco, perto da cambota. Nesse tipo de motor, existem varetas apoiadas em tuches unem o movimento dos ressaltos aos balanceeis na colassa, que por sua vez accionam as válvulas. Há mais partes móveis nesse sistema e também maior desfasagem entre o accionamento da válvula pelo ressalto do comando e o seu movimento efectivo, além da maior massa de movimento alternado constituir obstáculo a rotações mais altas do motor). Uma correia dentada ou uma corrente de distribuição conecta a cambota ao comando de válvulas, mantendo as válvulas sincronizadas com os pistões. O accionamento do comando de válvulas é calculado para que ele gire à metade da rotação da cambota. A maioria dos motores de alto desempenho têm quatro válvulas por cilindro (duas para admissão e duas para escape), normalmente com dois comandos de válvulas por bancada de cilindros - daí o termo dupla arvore de cames.

Sistemas de ignição e arrefecimento
O sistema de ignição produz uma corrente eléctrica de alta tensão e transmite-a para a vela de ignição pelos cabos de vela. A corrente flui primeiro para um distribuidor, facilmente identificável em baixo do capô da maioria dos carros. Um cabo chega ao centro do distribuidor, e quatro, seis ou oito cabos (dependendo do número de cilindros) saem dele, para cada vela de ignição. O motor é sincronizado de modo que apenas um cilindro receba uma corrente do distribuidor de cada vez. Nos motores modernos já não existe o distribuidor físico, este foi substituído por sistema electrónicos.

Sistema de arrefecimento
Na maioria dos carros o sistema de arrefecimento tem um radiador e uma bomba de água. A água circula por passagens ao redor dos cilindros e das câmaras de combustão e depois por tubos no radiador, para ser resfrigerada. Em poucos carros, assim como na maioria dos motociclos e cortadores de relva, o motor é refrigerado a ar (uma característica desse tipo de refrigeração é a presença de palhetas nos cilindros e culassa para ajudar a dissipar o calor). Os motores refrigerados a ar são mais leves, mas trabalham mais quentes, o que diminui a sua durabilidade e seu desempenho geral. Actualmente todos os fabricantes utilizam refrigeração líquida, a última marca a abandonar a refrigeração a ar foi a Porsche.


Diagrama de um sistema de arrefecimento mostrando como estão conectadas as mangueiras


Admissão de ar e arranque
A maioria dos carros tem motores de aspiração natural, o que significa que o ar flui por si só para os cilindros pela depressão criada pelos pistões no curso de admissão, depois de passar pelo filtro de ar. alguns motores de alto desempenho são ou turbocomprimidos, ou comprimidos, o que significa que o ar que se dirige para os cilindros é pressurizado antes (de modo que mais mistura ar-combustível possa ser introduzida nos cilindros) para melhorar o desempenho. A quantidade de pressurização é chamada de sobrepressão. O turbocompressor possui uma pequena turbina acoplada ao colector de escape e faz girar a turbina de compressão que recebe o ar de admissão. Os compressores (há vários tipos) são accionados directamente pelo motor.



Aumentar a potência do motor é óptimo, mas o que acontece quando gira a chave para colocá-lo em funcionamento? O sistema de arranque consiste num motor eléctrico e um solenóide de partida. Quando gira a chave de ignição, o motor de arranque faz a cambota dar algumas voltas, o que propicia o início do processo de combustão. É preciso um motor potente para girar um motor frio. O motor de arranque precisa vencer:
* o atrito interno provocado pelos segmentos
* a pressão de compressão de qualquer cilindro que esteja no curso de compressão
* a energia necessária para abrir e fechar as válvulas
* todos os "outros" dispositivos directamente ligadas ao motor, como bomba de água, bomba de óleo, alternador, etc.

Como é necessária muita potência e um carro usa um sistema eléctrico de 12 volts, precisam fluir centenas de amperes de electricidade para o motor de arranque (a potência é o produto da corrente multiplicada pela tensão: P = U x I). O solenóide de partida é essencialmente um grande interruptor eléctrico que pode lidar com toda essa corrente. Quando gira a chave de ignição, ela activa o solenóide para fazer chegar energia eléctrica de alta intensidade (amperagem) ao motor de arranque.

Sistemas de lubrificação
O sistema de lubrificação assegura que cada parte móvel do motor seja suprida de óleo, para diminuir o atrito e evitar o desgaste. As duas partes que mais precisam de óleo são os pistões (para deslizar facilmente nos seus cilindros) e todos os mancais que permitem que a cambota e o comando de válvulas, e as bielas nas suas articulações, movimentem-se livremente. Na maioria dos carros, o óleo é sugado do reservatório pela bomba, passando pelo filtro de óleo para remover qualquer impureza antes de ser esguichado sob pressão nos mancais e depois atingir as paredes internas dos cilindros. O óleo então escoa para o cárter, onde é colectado, e o ciclo repete-se.

A alimentação
O sistema de alimentação bombeia combustível do depósito e mistura-o com o ar, de modo que a mistura ar-combustível correta seja admitida nos cilindros. Existem três maneiras comuns de enviar o combustível: carburação, injecção de combustível no colector de admissão e injecção directa de combustível na câmara de combustão.
* Na carburação, um dispositivo chamado carburador mistura o combustível com o ar conforme este flui para dentro do motor.
* Num motor com injecção a quantidade correta de combustível é injectada individualmente em cada cilindro - antes da válvula de admissão (injecção de combustível multiponto) ou directamente dentro do cilindro (injecção directa de combustível).

Escape
O sistema de escape inclui a tubagem e o silenciador (peça que abafa o som - sem o silenciador, ouvia-se o som de milhares de pequenas explosões vindo do cano de escape). O sistema de escape inclui um conversor catalítico, também chamado de catalisador.

Controle de emissões
Nos carros actuais existe um sistema de controle de emissões que inclui um conversor catalítico e um conjunto de sensores e accionadores e um computador para monitorizar e ajustar todos os sistemas. Por exemplo, o conversor catalítico usa um agente catalisador e oxigénio para queimar todo o combustível que não foi utilizado, assim como outras substâncias químicas dos gases de escape. Um sensor de oxigénio no fluxo de gases monitoriza permanentemente a relação ar-combustível e informa a situação ao computador de controlo do motor para que este efectue as correcções necessárias.

Sistema elétrico
Uma bateria e um alternador compõem o sistema eléctrico. O alternador é conectado ao motor por uma correia e gera electricidade para recarregar a bateria. A bateria fornece electricidade com tensão de 12 volts para todos os dispositivos eléctricos do carro (o sistema de ignição, rádio, faróis, limpa pára-brisa, vidros elétricos, computadores de bordo, etc.)

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Já agora, deixo 3 ilustrações relativas ao posicionamento de um motor.









Olhando com atenção, até os mais distraídos reparam que o motor de um carro com tracção dianteira (FWD) está rodado 90º relativamente a o motor de um carro com tracção traseira (RWD)

Por isso é que ao fazer motores de 6 cilindros os fabricantes de carros com tracção dianteira geralmente optam por motores com cilindros em V enquanto que os fabricantes de carros com tracção traseira optam por motores com cilindros em linha
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Última edição por lude; 18-11-2012 às 19:13.
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Antigo 13-05-2009, 21:26   #4
M-Maika
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Gostei.

Cumprimentos,

Maika
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Fotos BMW M3: http://www.forumbmwportugal.com/album.php?albumid=2
Fotos Tema BMW M3 frente a frente Porsche GT3 RS: http://www.forumbmwportugal.com/album.php?albumid=121
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Antigo 14-05-2009, 12:52   #5
Tiagosgoncalves
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Muito bem,
Já agora, o interior de um cilindro



Cumprimentos
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Tiago Gonçalves
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Antigo 17-05-2009, 13:59   #6
lude
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Animação do funcionamento de um motor

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Antigo 17-05-2009, 15:32   #7
Tiagosgoncalves
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Citação:
Publicado originalmente por lude Ver Post
Animação do funcionamento de um motor

Está fantástico ! Até me sinto quase um Álvaro de Campos(Fernando Pessoa!).

Obrigado por partilhares.
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Tiago Gonçalves
Tiagosgoncalves está desligado   Responder com citação
Antigo 25-03-2010, 17:11   #8
Chelsea
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Excelente vídeo. Muito didáctico para compreender melhor os diversos componentes, o seu funcionamento, interacções, etc.
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Um crítico, é alguém que conhece a estrada, mas que não sabe conduzir
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Antigo 09-12-2011, 23:34   #9
shaoling
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Excelente...........
Obrigado pelo trabalho
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Antigo 11-12-2011, 08:25   #10
lude
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Excelente...........
Obrigado pelo trabalho
Já que este thread está a ser útil, aproveito para acrescentar uns vídeos:



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Antigo 15-12-2011, 12:49   #11
casullus
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Embora já de pouco me lembre, só o que se vai falando no dia-a-dia, quando fiz a mecânica para pesados tive que saber isto... Agora já lá vai...

Excelente tópico, mais uma vez, lude!!!
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Antigo 10-01-2012, 01:32   #12
lude
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Dissecação de um motor:



+1 vídeo... Neste dá para ver o circuito do combustível, líquido de refrigeração e óleo do motor:



E outro...

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Última edição por lude; 29-03-2013 às 15:02.
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Antigo 07-07-2012, 15:09   #13
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Grande vídeo lude!!! Parabéns... Já dá para ter uma pequena noção de como funciona um motor de combustão interna...
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Antigo 14-07-2012, 15:04   #14
lude
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Como funciona um motor: parte1


Como funciona um motor: parte2
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Última edição por lude; 15-07-2012 às 20:55.
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Antigo 23-07-2012, 00:40   #15
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Última edição por lude; 28-04-2013 às 19:29.
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Antigo 06-09-2012, 12:28   #16
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Gostei do 3º vídeo!!! Muito bom mesmo!
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Antigo 29-03-2013, 14:59   #17
lude
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Para quem tiver um tablet/pad existe uma app interessante: "Interative Four-Stroke Engine" da "NH Visions"
Mostra um motor em funcionamento (em 3D). Ao tocar nalgum componente, diz o seu nome e função.

Link: http://www.nhvisions.org/en/uvodni-strana/aplikace/

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Agora, por EricTheCarGuy...

Dissecting an Engine, The Basic Parts and Their Function



Dissecar o motor de um Civic









Motor Boxer da Subaru em corte


Mais um bom vídeo, que não só mostra os componentes de um motor, como também explica a taxa de compressão e a cilindrada do motor.
No vídeo é explicado inclusivamente o conceito de admissão variável

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Última edição por lude; 08-12-2013 às 13:35.
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Antigo 28-04-2013, 17:33   #18
GasparM
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Aos 5:12 o que aparece é uma borboleta???
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Antigo 28-04-2013, 19:25   #19
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Citação:
Publicado originalmente por GasparM Ver Post
Aos 5:12 o que aparece é uma borboleta???
Yeap! Até são várias (1 por cilindro), mas na perspectiva em que o vídeo está feito não dá para vê-las individualmente.

Alguns motores vistos "em corte":




Motor Toyota:

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Última edição por lude; 08-12-2013 às 13:35.
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Antigo 08-12-2013, 13:33   #20
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Funcionamento do motor


Sistema de refrigeração:


Caixa de velocidades


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