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Antigo 13-05-2009, 13:11   #1
lude
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Padrão Problemas nos injectores

Estatisticamente, menos de 5% dos problemas nos injetores de combustível estão relacionados a problemas elétricos ou mecânicos. A maior parte das falhas no injector são provocadas pelo acúmulo de detritos e por corrosão.

Muito se fala a respeito da limpeza de injectores de combustível, mas nem sempre com suficiente conhecimento. Ou se emitem opiniões pessoais sobre o assunto ou se alardeia um imenso blá-blá-blá coberto de mitos para justificar a venda de produtos e equipamentos duvidosos ou amadores. A maioria das vezes o pouco que ouvimos ou não possui embasamento técnico ou faz parte de conversas que alguém falou para outrém, quase sempre com um certo grau de distorção.

O objetivo deste artigos é desvendar os mistérios da limpeza de injetocres, quebrar os tabus que a permeiam e elucidar as principais dúvidas que surgem, principalmente, na hora de definir a compra de um produto ou equipamento de limpeza.

Anatomia do injetor

O injector é peça fundamental nos modernos sistemas eletrônicos de injecção de combustível. É uma válvula mecânica controlada eletronicamente, fabricada com tolerâncias tão pequenas quanto 1 micra (a milésima parte do milímetro). Esta válvula, no geral, funciona com tempos de abertura que variam entre 2 e 15 milissegundos. A entrada do combustível se dá sob pressão, através de um ou mais orifícios dosadores, protegidos por uma malha filtrante muito fina da ordem de 20 micras. Quando um pulso elétrico abre a válvula mecânica, o combustível pressurizado penetra pelos orifícios dosadores, percorre o canal de distribuição, os compartimentos de ajuste de velocidade e pressão, e é ejetado pelo(s) orifício(s) de saída (ponta da agulha), numa dose controlada.

Todo o sistema de injecção depende da confiabilidade, precisão e funcionamento dos injetores de combustível, que trabalham com tolerâncias extremamente pequenas.

Os injectores são fabricados para durarem 240.000 km ou mais. Entretanto, em países como os Estados Unidos da América, alguns fabricantes garantem seu funcionamento por apenas 5 anos ou 80.000 km, devido à política de emissões vigente.

O injector deve ser cuidadosamente manuseado. Os filtros e anéis de vedação, assim como as capas de proteção da ponta da agulha, podem ser substituídos na oficina. Entretanto, componentes internos como os anéis toroidais, êmbolo da válvula agulha e bobina do solenóide, não.


Injectores sujos, a verdadeira história

Muitas vezes os injectores são esquecidos nas revisões normais do veículo. Contudo, assim como artérias obstruídas podem causar um ataque cardíaco, injectores sujos podem levar um veículo ao colapso.

Demonstrou-se na prática que com um acúmulo de detritos no interior do injetor de tão somente 5 micras, pode ocorrer uma redução de até 25% no fluxo de combustível que atravessa o injetor.

Os veículos modernos estão equipados com um sistema eletrônico de auto-diagnóstico que identifica de forma rápida e precisa os componentes eletrônicos defeituosos do motor, inclusive com o veículo em movimento. No entanto, os injectores são componentes eletromecânicos, e é precisamente o aspecto mecânico que é fundamental para a eficácia do motor, sendo facilmente afetado por contaminantes.

Um estudo recente, realizado por uma das escolas técnicas automotivas mais importantes da Inglaterra, revelou que a manutenção adequada dos injectores de combustível reduz as emissões de CO (Monóxido de Carbono) em 36% (em média).

Tenha em mente que o funcionamento mecânico dos injectores não pode ser analisado, verificado ou comprovado com precisão se os mesmos se encontrarem instalados no veículo. Eles devem ser retirados do motor e avaliados cuidadosamente quanto à vedação (estanqueidade), ao aspecto do padrão de atomização (spray ou vaporização), e quanto aos fluxos de alimentação num programa de simulação (vazão em diversas rotações e aberturas).


Causas

O combustível possui diversas impurezas, sejam nativas, como os aditivos (álcool anidro, detergentes, dispersantes, etc.), sejam adquiridas, como a umidade do ar (água), resíduos minerais dos tanques de armazenamento (caminhão e posto de abastecimento), das mangueiras e conexões da bomba, etc. Além disso, no sistema de alimentação do veículo (tanque, bomba, filtro, mangueiras, conexões, etc.) ocorre o desprendimento de vernizes, óxidos, lacas, detritos sólidos e fibras.

Esses depósitos pegajosos e resíduos da gasolina se depositam principalmente nas paredes dos filtros e no assento da agulha do injector.

A redução da quantidade de combustível, causada pela limitação do fluxo injetado, eleva a temperatura de combustão, que provoca o endurecimento dos elementos contaminadores.

Quando há obstrução nos injectores, o sistema eletrônico de injeção tenta compensar a redução do fluxo de combustível mantendo o injector aberto por mais tempo, de forma a garantir a mesma quantidade de combustível. À medida que o fluxo de combustível diminui, a largura do pulso de abertura aumenta, provocando um aquecimento adicional no injetor. A absorção térmica resseca os resíduos do combustível, aumentando também a sua aglutinação.

Ciclos de fechamento curtos, com repetidas variações de temperatura, provocam a difusão do combustível. Neste processo, os gases leves evaporam e as partículas pesadas do combustível se assentam na extremidade do injector. O aquecimento do motor “assa” ou queima as partículas pesadas, transformando-as em depósitos duros. Estes depósitos obstruem o injetor, reduzindo o volume de combustível e distorcendo o padrão de spray.

Nos sistemas multiponto, a reaspiração de gases de exaustão pode também provocar o depósito de carbono, que se acumula ao redor dos orifícios de saída e na ponta da agulha do injetor.


Consequências

Quando a quantidade de combustível injetado fica fora de especificação aparecem problemas de dirigibilidade porque o módulo de controle não consegue manter a relação de combustão (ar/combustível) adequada.

Injetores sujos entregam quantidades desbalanceadas de combustível e possuem padrões irregulares de pulverização.

O fluxo inadequado de combustível dificulta a partida do motor, provoca falhas de aceleração e de manutenção da marcha lenta, polui o ambiente com excesso de poluentes, prejudica a economia de combustível e provoca a perda geral de potência. Além disso, a mistura pobre provocada pela limitação do fluxo de combustível, leva o motor a funcionar demasiadamente quente (temperatura de combustão anormalmente alta), comprometendo a vida útil do motor.

Atomização pobre também causa problemas no sensor de oxigênio e prejudica o catalisador, que é um componente caro.

O acúmulo de detritos pode levar um injetor à obstrução, ao travamento e ao gotejamento (falha de estanqueidade).


Problemas associados com injectores sujos:
• Perda de potência – O veículo perde força
• Economia - O veículo consome mais combustível
• Poluição – O veículo não passa na análise de emissões de gases
• Partida – Partida dificultosa a frio e a quente
• Marcha lenta – O veículo não conserva marcha lenta uniforme
• Condução – Dirigibilidade prejudicada, resposta irregular
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"Subviragem é quando bates de frente no muro. Sobreviragem é quando bates de traseira no muro.
Potência é a velocidade com que bates no muro. Binário é até onde consegues levar o muro contigo."

Última edição por lude; 01-09-2010 às 02:22.
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