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Antigo 13-05-2009, 13:02   #3
lude
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Compensador de ralenti
Forças externas podem resultar no aumento ou diminuição do regime do ralenti. O compensador actua de forma a estabilizar e manter o regime de ralenti a um nível pré-definido.

Controlo de travagem em curva
É uma evolução do sistema de ABS, capaz de detectar, se ao travar em curva há o risco de derrapagem ou da perda de aderência do trem traseiro do veículo. Tem variadas denominações consoante as marcas - ESBS na Seat, CBC na BMW, etc - pode ajustar, durante uma travagem, a intensidade do travão sobre cada roda para evitar os desequilíbrios já mencionados.

Controlo electrónico de estabilidade
É um sistema totalmente automático encarregue de avaliar se o veículo é capaz de efectuar a trajectória que o condutor pretende quando está ao volante. Em caso negativo, o sistema é capaz de actuar sobre o acelerador, mas também sobre o sistema de travagem em cada uma das rodas de forma independente, tentando aproveitar toda a aderência disponível para efectuar a trajectória pretendida pelo condutor. Este sistema deriva também do ABS, e tem capacidade instantânea de anular a tendência sub e sobreviradora do veículo. No primeiro caso, o sistema irá travar automaticamente a roda traseira interior à curva para garantir a plena trajectória do veículo. Se o veículo derrapa, o sistema pode compensar travando a roda dianteira interior. Caso o condutor esteja a travar, o sistema encarrega-se de modificar adequadamente a força de travagem em cada roda para levar o carro a bom porto... sempre dentro do permitido pelas leis da física. Em geral este sistema denomina-se ESP, mas alguns construtores chamam-lhe DCS, Stabilitytrak, etc.

Corte de injecção
Dispositivo de protecção do motor para evitar excesso de rotação. A partir de umas rotações de motor preestabelecidas (normalmente na zona vermelha do conta-rotações), deixa de se administrar combustível de modo a evitar o aumento de velocidade e de rotações. Segundo o caso, as consequências podem ir de uma desaceleração brusca a um suave limite na aceleração. Este dispositivo não evita um possível excesso de rotações provocado por uma redução mal feita.

Coupé
Originalmente denominado por um veículo "cortado" a partir dos lugares dianteiros, actualmente pode ser um veículo de cinco lugares e sempre com duas portas. A maioria dos construtores utilizam os coupés para as versões mais desportivas.

CPU
(Center Processing Unit) Computador central ao qual estão ligados os vários sistemas e dispositivos do automóvel.

Crash box
Caixa de colisão. Elemento situado entre as barras transversais dos pára-choques e a carroçaria. Concebido de forma a evitar danos mais dispendiosos nas peças de apoio. A caixa de colisão é aparafusada e pode ser facilmente substituída sem custos elevados.

Crash-test
Ensaio de colisão com um veiculo. Existem muitos ensaios regularizados, mas nem todos são obrigatórios para a homologação de um veiculo. Estes ensaios realizam-se com uns manequins no interior dos veículos -denominados "dummies"- capazes de registar também os danos biomecânicos sofridos pelos ocupantes durante a colisão. Estes testes já permitiram salvar muitas vidas.

Cruise-control
Sistema capaz de manter de forma constante uma velocidade pré-estabelecida. O automóvel acelera automaticamente numa subida e "levanta o pé" numa situação de descida acentuada. Já existem automóveis no mercado que vão mais além, sendo capazes de manter a velocidade desejada, mas ajustando-a conforme as condições do trânsito. Vários radares encarregam-se de "ver" o terreno á frente do carro e de acelerar - ou travar - automaticamente quando um automóvel mais lento se atravessa no seu caminho. Quando o obstáculo desaparece, retoma automaticamente a velocidade pré-definida.

CSA
(Crash Severity Algorithm) Programa de cálculo existente na centralina que calcula o tempo e a força do impacto em caso de acidente.

CSC
(Cornering Stability Control) Como ESP.

Curso
Chama-se curso à distância que é intermédia entre um pistão e cada um dos tempos do motor, e que é igual, à distância existente entre o ponto morto superior e ponto morto inferior. A sua dimensão é expressa em milímetros. Em conjunto com o diâmetro, define o volume movimentado por cada um dos pistões.

CVCC
(Completely Vortex Combustion Chamber) Câmara de combustão de carga estratificada introduzida pela Honda em 1992.

CVT
(Continuously Variable Transmission) Caixa de velocidades de variação continua. Este tipo de transmissão oferece um número infinito de ralações de caixa.

CVTC
(Camshaft Variable Timing Control) Sistema de abertura das válvulas variável. Designação utilizada pela Nissan.

DBC
Dispositivo de travagem de emergência. Como AFE e BAS.

DC
(Direct Current) Corrente Contínua.

DCC
(Distance Cruise Control) Controlo da velocidade e da distância de segurança. Como DISTRONIC.

Diâmetro
É assim que se denomina a medida de diâmetro de um cilindro. A sua dimensão é expressa em milímetros. É um dos parâmetros característicos do motor. Juntamente com o curso, define-se o volume ocupado por cada pistão, do que se depreende a cilindrada do motor.

Diâmetro x curso
O Diâmetro do cilindro multiplicado pela distância máxima que é feita pela cabeça do pistão dentro do cilindro.

DSC (Dynamic Stability Control) é um sistema de segurança que facilita o controlo do automóvel mesmo em condições adversas ou superfícies irregulares.
O DSC é o núcleo do sistema de controlo de chassis nos veículos BMW. Garante os mais altos níveis (possíveis) de estabilidade durante a condução e maximiza a tracção nas rodas durante o arranque ou mesmo a aceleração. O DSC é capaz de detectar os primeiros sinais de subviragem ou sobreviragem e actua imediatamente, ajudando o condutor a manter o veículo seguro na trajectória pretendida, mesmo que os pneus tenham níveis de aderância distintos.
Sensores sofisticados monitorizam permanentemente parâmetros como a rotação de cada roda, o ângulo do volante, as forças laterais, yaw (àngulo de rotação sobre o eixo vertical). A unidade de controlo do DSC possui um modelo simulado do veículo e os dados são comparados com os recebidos pelos sensores em tempo real. Se existir demasiada diferença entre o modelo e a forma como o veículo se está a comportar, o DSC actua de forma a aumentar estabilidade e tracção. Tanto o sistema de propulsão (motor) como o sistema de travagem passam a ser controlados pelo DSC, podendo este reduzir a potência do motor ou travar individualmente qualquer roda do automóvel de forma a aumentar a estabilidade e/ou tracção.

EBD
(Electronic Brake Force Distribution) Repartidor de travagem electrónico. Associado ao ABS, este sistema distribui a força de travagem entre todas as rodas da viatura.

EBM
(Electronic Battery Management) Controlo electrónico da bateria (carga).

ECU
(Electronic Control Unit) Centralina electrónica.

EDC-K
Controlo electrónico dos amortecedores. Designação dada pela BMW.

EDS
Controlo automático do diferencial.

EEM
(Electronic Energy Management) Sistema utilizado para a optimização do consumo de electricidade.

FAP
(Filtre à particules) Filtro de partículas. Utilizado pelo Grupo PSA nos seus motores Turbodiesel. Situado antes do catalizador, retém e "destrói" as partículas de carbono e hidrocarburantes que não foram queimadas na combustão, regenerando-se activamente.

Faróis de superfície livre
Em lugar da parábola para dirigir o feixe de luz e do cristal para lhe dar a forma, os faróis mais complexos não dispõem de um reflector em forma de parábola e o cristal pode ser substituído por um simples plástico transparente. Um computador encarrega-se de desenhar, ponto por ponto, uma curvatura adequada para conseguir o feixe de luz apropriado. Na teoria, esta técnica permite um maior rendimento luminoso e uma resistência maior à ruptura no caso do plástico.

Faróis de xénon
Em vez das lâmpadas convencionais, os faróis de xénon utilizam o mesmo princípio de iluminação das lâmpadas florescentes para proporcionar uma luz branca-azulada, muito homogénea e de grande potência. Em substituição do filamento incandescente, estas lâmpadas têm dentro um gás nobre - denominado xénon - através do qual se efectua uma descarga eléctrica. Não funcionam com os habituais 12 volts, mas precisam de transformadores para conseguir gerar tensões de trabalho acima dos 20.000 volts. O seu principal inconveniente consiste num ligeiro atraso até os faróis acenderem completamente, semelhante ao das lâmpadas florescentes de uso doméstico. Pelo seu elevado poder de iluminação, precisam de um sofisticado sistema de correcção de altura, feito através de motores eléctricos, que actuam em centésimos de segundo para evitar encadeamentos com os movimentos da carroçaria.

Faróis elipsoidais
Em vez da parábola convencional, estes faróis compactos têm uma lente em frente da lâmpada para dirigir e concentrar adequadamente o feixe de luz. Para evitar dispersões de luz, que poderiam encadear os outros condutores, surge uma máscara, que provoca o característico corte horizontal na luz emitida por estes faróis.

Filtro de partículas (FAP)
Um dos maiores inconvenientes dos motores Diesel, inexistente nos motores a gasolina, é a presença de partículas sólidas no escape. Estas partículas, o tradicional fumo negro visível, enfrentam uma regulamenta- ção cada vez mais restrita. Prevê-se que a legislação que entrará em vigor em 2005 não se poderá cumprir se não houver um aumento na qualidade do gásoleo e/ou se encontre um processo que diminua a presença das partículas no escape. O grupo PSA lançará o primeiro sistema de filtragem de partículas, se serão queimadas no catalisador depois de se juntar ao combustível um aditivo que reduza a temperatura do início da combustão das mesmas.Existe um outro filtro de partículas e de polén que impede a entrada destes no habitáculo, assim como de maus odores.

FPS
(Fire Protection System) Sistema que interrompe automaticamente o fornecimento de combustível em caso de incêndio.

FSI
(Fuel Stratified Injection) Injecção directa a gasolina. Tecnologia do grupo Volkswagen que utiliza gasolina com baixo teor de enxofre.

FWD (Front Wheel Drive)
Designação dum veículo com tracção dianteira.

GDI
(Gasoline Direct Injection) Sistema de injecção directa a gasolina utilizado pela Mitsubishi.

GPL
Gás de Petróleo Liquefeito. Combustível de gás propano e butano. Isento de enxofre, de chumbo ou quaisquer compostos.
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BMW 330Cd | Honda Prelude 2.2 VTEC 4WS


"Subviragem é quando bates de frente no muro. Sobreviragem é quando bates de traseira no muro.
Potência é a velocidade com que bates no muro. Binário é até onde consegues levar o muro contigo."

Última edição por lude; 02-01-2012 às 17:37.
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